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Filed Under: Entrevistas • On The Road
O site do Diário do Pará divulgou uma entrevista com o Garrett, confira!
Garrett Hedlund é grande sensação de ‘On The Road’
Ele cresceu numa fazenda em Minnesota, ouvindo música country. Quando foi fazer o teste para “Na Estrada”, Garrett Hedlund tomou o ônibus e passou a noite lendo o livro de Jack Kerouac. Chegou com o livro na ponta da língua. Acima de tudo, ele captou a moralidade dúbia do personagem Dean Moriarty, que vive o presente e arrisca tudo, a todo momento.
Afinal, quem são esses jovens que se lançam nessa viagem iniciática na América do fim dos anos 1940? Hedlund conversou com a reportagem em Cannes. Atirado na tela, ele parece tímido na vida. Tem a tensão física de James Dean, o olhar ferido do jovem Marlon Brando. Reage com cautela aos elogios. “Quando me chamam para um papel quero ir fundo. Não se pode captar a essência de uma pessoa, mesmo na ficção, sendo superficial.”
P: Como você se preparou para o papel de Dean Moriarty?
R: Li o livro e o roteiro, mas cheguei à conclusão de que a melhor preparação seria liberar a mente para encarar o desejo de liberdade de Dean. Por suas condições familiares, criado em reformatórios, Neal Cassady, que foi a inspiração de Jack (Kerouac), tinha moral própria. Queria viver o presente, e isso muitas vezes significava não se importar muito com o que as pessoas ao redor sentiam. Depois da audição, Walter (Salles) conversou muito com a gente sobre o livro e seus personagens. Na Estrada produziu um choque, quando surgiu, e isso se deveu ao desejo radical de liberdade dos personagens, mas também à narrativa influenciada pelo jazz e pelo bebop, ao uso das drogas como ferramenta para expandir os horizontes e do sexo na mesma perspectiva. Quando li Na Estrada, tive a sensação de que o livro era muito mais sobre o que aqueles jovens estavam dispostos a arriscar, a experimentar. Hoje, nós sabemos que a beat generation desencadeou uma revolução comportamental, que na sua cola veio a contracultura, mas isso foi depois. Na época, eram só jovens querendo viver do jeito deles. Estava na fazenda de minha família, no Minnesota, perto de Fargo, onde os irmãos Coen filmaram. Li muito durante a viagem de ônibus e escrevi um texto. Sobre o que a estrada representava para mim. Fiz meu teste e acho que não fui mal, mas pedi ao Walter para ler meu texto e foi aí que ele me escolheu. Acho que percebeu que poderia, incondicionalmente, contar comigo. É o que gosto de fazer, como ator. Vou fundo.
P: E você não teve medo de fazer aquelas cenas homoeróticas com Sam Riley? De que elas pudessem prejudicar sua carreira em Hollywood?
R: Qual é? Um ator que se preocupa muito com a própria imagem não chega a lugar nenhum. Tenho de estar disposto a experimentar, como aqueles personagens experimentaram. Mas teve um lance engraçado, que me fez sentir ridículo. Foi aquela cena de sexo a três, com o clima entre Sal e Dean. Quando a cena terminou, tudo o que eu queria era fumar um cigarro. Sam (Riley) ficou p… Disse que a gente não tinha feito sexo, não. (risos)
P: Vocês formam um grupo heterogêneo. Kristen Stewart é uma estrela Isso criou alguma complicação no set?
R: Claro que a simples presença de Kristen provocava frisson e a simples ideia de que Robert (Pattinson) pudesse visitá-la já deixava os jovens excitados. Mas ela levou a sério o papel. Percebeu o que Marylou representava para sua carreira e se jogou na personagem sem pudor. (Agência Estado)
Fonte: Diário do Pará
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