Saiu a primeira crítica de On The Road! Está na revista Premiere, edição de maio, e foi traduzida para o inglês pela Noemie, do Blog On the Road – o Hedlund Brasil traduziu para o português.
Avaliado com 3 de 4 estrelas
Depois da morte de seu pai no início dos anos 50, Sal Paradise, um jovem escritor, segue com seu amigo Dean Moriarty para uma odisséia de libertação pelas estradas dos EUA. No cardápio: sexo, drogas e be-bop. No fim, uma trama mítica.
Mesmo que já tenha sido representada milhares de vezes no teatro, o livro de Jack Kerouac, um manifesto da geração beat, nunca tinha sido adaptado. Walter Salles o fez, com a experiência que ganhou graças ao filme “Diários de Motocicleta”, outro filme-biografia dos anos 50. Boas notícias: o diretor brasileiro se saiu muito bem, colocando no filme o mesmo ritmo de jazz que inspirou o jovem escritor anos atrás.
Eric Gauthier está atrás da câmera, e o fato de filmar com a câmera no ombro transmite o movimento permanente dos personagens, que ao mudar seus pontos de vista, conseguiram ter uma compreensão melhor do mundo.
Na frente do perfeito Sam Riley, testemunha e ator ao mesmo tempo, Garrett Hedlund nos faz esquecer do decepcionante “Tron: O Legado”, fazendo o papel do carismático Dean Moriarty com uma energia sem fim, insaciável explorador de novos veículos, acima de tudo o amor,- ele estava treinando em todas as posições, com uma ou mais pessoas ao mesmo tempo, jogando pelos dois lados. Kirsten Dunst e acima de tudo Kristen Stewart estão muito boas fazendo o papel das namoradas sempre dispostas a tudo, mas inevitavelmente desapontadas quando descobrem que fidelidade não é compatível com liberdade.
Em retrospectiva, a viagem destes pioneiros podem ser vistos como limitados, se comparados a experiências mais radicais nas décadas seguintes, mas tem o mérito de ser ser o primeiro, e os atores tiveram sucesso em compartilhar conosco a alegria da descoberta.
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