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Filed Under: Artigos • On The Road
Como prometido, aqui está a tradução da segunda parte do artigo da nossa amiga Elle (@tELLErized), que teve o prazer de falar com Walter Salles e Jerry Cimino sobre On The Road.
Hoje você lê sobre a dedicação dos atores ao trabalho desafiador, o legado de Kerouac no mundo de hoje, informações sobre como está a pós-produção do filme e também da produção da revista especial sobre a geração Beat que vai, acreditem só, incluir fotos tiradas por Walter Salles durante as filmagens!
Mais uma vez, obrigada por compartilhar isso conosco, Elle!
Guardando Um Segredo- Parte 2
Ontem, na parte 1 da minha entrevista exclusive com Walter Salles e Jerry Cimino, eu escrevi sobre o filme “On The Road”, uma colaboração entre Francis Ford Coppola, Walter Salles e Jose Rivera, baseado no livro de Jack Kerouack, “On The Road”, e a jornada para levar o Hudson ’49, doado por Salles, para sua nova casa, o Beat Museum em São Francisco, CA. O filme tem um orçamento de US$ 25 milhões e fala sobre viagens espontâneas cruzando o país e as situações encontradas por Sal Paradise, Dean Moriarty e amigos enquanto eles buscavam satisfazer sua luxúria por experiência. Na parte 2, nós focamos mais no filme mesmo. Especificamente, um livro ambientado na década de 1950 e publicado em 1957 se mantém relevante no mundo atual? Os temas do livro vão ressoar de forma satisfatória com o público depois de serem transformados em filme?
Eu busquei as respostas e conversei com o diretor Salles e com o diretor e fundador do Beat Museum, Jerry Cimino. Os dois foram extremamente graciosos com seu tempo e me contaram coisas incríveis. Cinimo nunca me apressou na nossa conversa detalhada. Salles se dispôs a responder minhas perguntas apesar de estar em férias em seu país natal, Brasil, pela primeira vez em 18 meses, já que estava dedicado ao filme. Inicialmente, eu foquei a discussão na relevância dos Beats no mundo atual, mas era inevitável que começássemos discutir o processo e as expectativas que acompanham transformar um livro em um filme, e também falamos do filme e do elenco.
(clique para continuar lendo)
Eu procurei primeiro Cimino para me ajudar a contextualizar a relevância do livro no mundo de hoje, particularmente para aqueles que podem só agora estar descobrindo Kerouac e os Beats.
“On The Road” fala sobre um problema eterno; é sobre a busca pela autenticidade. É sobre a busca por viver a vida e encontrar alegria no mundo. É eterno no sentido de que toda pessoa vive e passa por esses momentos”, ele diz. “Eu acho que a maneira do Kerouac de escrever e o seu estilo e como ele representa seu personagem é tão atrativo para as pessoas porque elas se vêem os vêem seus amigos nos personagens.”
Ele considera que o livro é um arquétipo de uma busca espiritual e compartilha a opinião com os outros, como parte do aspecto educacional que acompanha a função de cuidar do Beat Museum. “Muitas pessoas pensam que é sobre o sexo, as drogas, o jazz, rock and roll, ou a música e tudo bem; isso os faz entrar pela porta. Mas uma vez que eles estão aqui, nós tentamos ajudá-los a entender que é realmente sobre descobrir quem você é no mundo. Sobre encontrar sua própria voz, seu nível de autenticidade e o que é importante para você”.
Cimino destaca que a influência dos Beats é persistente em diversos níveis hoje porque há 50 anos eles já estavam lutando duro por várias liberdades que consideramos banais hoje- especialmente relacionadas com questões sociais como o ambiente, as raças e a igualdade entre os gêneros, também os direitos dos gays e lésbicas.
“Os Beats eram os não-conformistas da era e fizeram com que fosse tudo bem ser diferente. Ginsberg fez com que fosse tudo bem se revelar homossexual. Kerouac disse ‘Eu quero ser escritor, não quero trabalhar na fábrica’. Eles fizeram com que fosse tudo bem escolher um caminho alternativo. Hoje, você pode ver isso seguindo o próprio caminho em várias subculturas na América. Eles caras traçaram a trilha e fizeram com que fosse tudo bem ser único e essa é um dos motivos pelos quais eu os celebro.”
Enquanto o museu dá a Cimino uma plataforma educacional, ele também da a ele a oportunidade de conversar com os visitantes e entusiastas Beat. Isso nos levou a falar sobre a descrença que alguns têm sobre “On The Road” ser transformado em um filme e eu falei que muitas pessoas nem sabem que Kerouac queria que o filme fosse transformado em filme (fato evidenciado na famosa carta que ele escreveu a Marlon Brandon, dizendo que eles deveriam fazer o filme e que ele precisava ser Neal).
Cimino foi ainda mais detalhista sobre a intenção de Kerouac. “Jack realmente esperava que o livro virasse filme. Eles tentaram vender os direitos enquanto Jack estava vivo. Eles ofereceram tipo US$100 mil e o seu agente queria aumentar para US$150 mil. Não deu certo e Jack ficou nervoso quando o agente não vendeu”, Cimino explica. “Jack entendia que os filmes não são livros, é uma interpretação diferente. Tem certas coisas que mudam quando você transforma um livro em um filme. É assim que funciona e Jack entendia isso.”
Nos anos de Hollywood, o filme está no processo de ser feito desde sempre, mas Cimino está entusiasmado com o potencial do projeto Coppola-Salles. “Eu amo o fato de que era Coppola quem tinha o projeto porque ele simplesmente parece ser o tipo de cara que ou faz tudo certo ou não faz de forma alguma”, ele diz. “Walter Salles sabe tanto sobre Jack Kerouac e a geração Beat quanto qualquer pessoa que eu tenha conhecido na minha vida e eu conheço todo mundo. Se eles estão no mundo Beat, eu os encontrei e os conheço. Walter está bem no topo das pessoas que entendem essas coisas. Você tem atores dedicados, atrativo de público e pessoas dedicadas antes mesmo de estarem relacionadas ao projeto”.
Eu compartilhei os comentários de Cimino com Salles e a resposta dele não foi exatamente o que eu esperava, mas também não é a costumeira resposta de diretores em situações similares. A resposta de Salles é bem pensada, recheada com o seu característico senso de respeito, humildade e sinceridade quando fala da relevância dos Beats no mundo atual.
“Primeiramente, nós todos estamos honrados com a confiança do Jerry… Ele é tão entendido do livro e de uma geração que não redefiniu apenas quem somos, mas também a forma como vivemos. Por outro lado, eu acredito piamente que a adaptação do filme deveria primeiramente criar o desejo do público de voltar para a fonte original, ou seja, o livro. Nós podemos interpretá-lo, mas apenas Kerouac pode nos dizer como a jornada realmente foi. Ele fez isso misturando o que ele viveu com o que ele havia imaginado. Ou seja, contrapondo a “verdade objetiva” com a verdade da imaginação. E ele fez isso de forma brilhante.”
Não dá para não pensar como as respostas de Cimino e Salles refletem a grande admiração que um tem pelo outro. O respeito deles pelo material e pelo movimento entra nas palavras. Além do mais, revela como se juntaram no objetivo de manter o legado Beat vivo para as próximas gerações.
Eu estava ansiosa para falar mais sobre a filmagem do filme e sei como sou sortuda em poder confiar nos pensamentos de Salles e Cimino sobre isso. Além da equipe do filme e a produtora, MK2, Cimino é uma das poucas pessoas que tem a perspectiva histórica do livro e do processo de levá-lo para a telona. Ele também tem informações extremamente interessantes sobre o nível de preparo dos atores e o comprometimento deles com o projeto.
Nós começamos falando sobre suas [Cimino] interações com Salles e com os atores durante as visitas ao Beat Museum e sobre uma noite divertida com Riley, Hedlund, Sturridge e Danny Morgan no mundialmente conhecido bar Vesuvio, um dos clássicos pontos Beat.
Hedlund foi o primeiro membro do elenco de “On The Road” que Cimino conheceu, quando o ator visitou o Beat Museum em 2007. É uma história bem legal quando ele começa contando que um empregado no museu veio avisar Cimino. “Você tem que vim conhecer esse cara, ele tá pegando tudo sobre Neal Cassady”. Cimino dá uma espiada na pilha de livros e outras coisas que Hedlund havia pegado e lhe diz, “Meu, você realmente é um louco pelo Neal!” Hedlund explicou que o seu interesse era motivado por um projeto e Cimino juntou 1 + 1. “Logo que ele falou isso, ele é um cara tão bonito e tem um comportamento tão único que logo me toquei”, Cimino disse, segundos antes de perguntar, “Você foi escolhido para interpretar Neal Cassady, não foi?”
A conversa continuar para Hedlund falando que não deveria falar sobre o projeto, mas Cimino pegou ele pelo braço para mostrar a ele “coisas que ele nunca viu” (um arquivo raro de vídeos mostrando Neal em festas e coisas do tipo). Depois de conversarem por mais de uma hora e meia, Cimino falou para Hedlund, “Garrett, eu sei que você é um jovem ator, mas você tem que saber que esse papel é do tipo que faz a carreira, certo?”
Hedlund lhe olhou nos olhos e respondeu, “Eu sei exatamente isso e estou determinado a fazer isso da maneira certa”.
Pulando já para 2010 quando as filmagens de “On The Road” estão prestes a serem encerradas em São Francisco. Hedlund passou no museu e levou Riley com ele.
“Eu não o via há alguns anos e instantaneamente reconheci que sua voz estava diferente e seu comportamento também. Claro, nesse ponto ele já estava mais velho”, Cimino destaca. Ele me leva para seu próximo encontro com Riley, Hedlund, Sturridge e Danny Morgan no Vesuvio. “Nós quatro estamos sentados lá bebendo e eles me contam as histórias de como foi fazer o filme. Eu realmente pude ver que Garrett, que era o único que eu tinha conhecido antes daquela noite, com uma luz diferente da que o vi há anos. Ele tinha realmente mergulhado nesse papel. Eu até comentei com um amigo meu, ele está com o comportamento do Neal. Eu vi Garrett se tornar esse cara.”
Cimino rapidamente explica que ele ainda era uma criança quando Neal Cassady morreu em 1968, mas o conhecia por vê-lo em vídeos e por ouvir histórias do clan do Cassady. Ele depois continua, “Conhecendo o Garrett da maneira que eu conheço agora, ele está tão investido nisso. Quero dizer, ele ama esse projeto e teve muito tempo para se envolver porque foi o primeiro a ser escolhido. E depois, o filme estava pronto para ser feito e tiveram que atrasar tudo por alguns anos e ele continuou com o projeto e ele só se tornou mais e mais como o Neal, francamente.”
Salles também elogia Hedlund pela sua dedicação ao papel de Dean Moriarty. “Algumas palavras sobre o Garrett: Raramente eu vi um ator se dedicar a um papel como Garrett o fez. Sabe, ele não é apenas um ator muito talentoso, mas ele também é músico e um poeta a sua maneira. Ele estava tão imerso no mundo de Dean que ele até se comprou um velho Hudson. Durante as filmagens, Garrett poderia dirigir aquele Hudson como Mario Andretti dirigia um carro de corrida.”
Eu não vi Hedlund dirigindo por aí dessa maneira, mas eu já o ouvi cantar e recitar algumas de suas poesias, e nós falamos sobre “On The Road”. Essas conversas são e vão continuar particulares, mas eu posso testemunhar que esse projeto é, realmente, muito querido para ele.
Já que Cimino não para de falar que eles se divertiram muito no Vesuvio, a gente continua nesse assunto. Além do que, as conversas de bar não são as melhores?
Mas era não era apenas mais uma noite em que os caras saíram para beber. Foi uma noite muito importante para os atores e Cimino contextualizou. “Eu estava com eles na última noite deles depois de terem passado dois meses e meio filmando. Foi interessante porque Garrett ia viajar na manhã seguinte. Tinha apenas mais uma cena para ser filmada, pelo o que entendia, era Garrett dirigindo pela Bay Bridge no Hudson, e depois ele ia para LA para ir [à premiere] de Tron. Então, essa pequena família que essas pessoas formaram estava se separando.”
O senso de camaradagem entre os quarto jovens atores era bem forte, já que testemunharam o orgulho de fazerem parte do filme. “Cada um me contou que esse era o melhor projeto em que eles já estiveram envolvidos na vida deles, mas também disseram que eu não poderia imaginar estar envolvido em um projeto maior do que esse. E foi isso o que Walter quis fazer, ele junta esse grupo de pessoas mas também pessoas que já têm ou que vão ter a habilidade de ficar nesse estado transmissível e trabalhar bem juntos. Eu simplesmente podia dizer que eles estavam felizes em serem companheiros. Eles eram tão respeitosos e elogiavam todo mundo com quem trabalharam.”
Há algum tempo, eu vi o filme “Control” com Sam Riley, quando descobri que ele estaria em “On The Road”. Estava curiosa para saber como ele interpretaria Sal Paradise, então eu perguntei sobre ele. “Sam é um cara feliz. Eu realmente gosto de falar com o Sam. Foi um pouco estranho no sentido de ouvir ele falando com a própria voz, com o sotaque inglês, mas eu sei que você não vai saber que ele não é um nativo americano durante o filme. Walter me disse que ele esgotou o Sam porque ele é um ouvinte maravilhoso e isso aparece na tela.”
Enquanto Cimino me conta como se divertiu com eles, me surpreendo ao descobrir que Sam era o mais animado, mas tinha uma razão. “Tinha excitação no ar. Você tem que entender, era o último dia deles e eles tinham passado dois meses e meio juntos. Sam e Garrett me pareciam inseparáveis. Eles eram amigos, ótimos amigos. Um terminava a frase do outro.”
Cimino conta pedaços de outra conversa interessante. Os atores de 20 e poucos anos estavam abismados por trabalharem com Viggo Mortensen- “É o Aragorn do Senhor dos Anéis!” Eles falaram sobre a viagem à Argentina e as filmagens nos Andes (se passando pelas Montanhas Rochosas) porque Walter insistiu em filmar com neve e frio de verdade. De alguma maneira, nós acabamos falando da loucura que foi quando Kristen Stewart foi praticamente esmagada por uma multidão no aeroporto da América do Sul e pelo o que os atores passaram. “Todas aquelas adolescentes a estavam perseguindo, enlouquecidas. Elas estavam perdendo o controle. Sam estava com ela e ele disse, ‘É, eu fui o guarda-costas dela, sabe? Ninguém sabia quem éramos, nós só estávamos tentando ajudá-la a passar!’”
E depois eu perguntei sobre Danny Morgan, que interpreta Ed Dunkel.
“Danny era um bom rapaz e eu tenho certeza de que ele vai fazer um ótimo trabalho com esse papel, mas Sam era quem estava contando todas as histórias”, Cimino diz.
Realmente parece que Riley falou muito naquela noite! Só falta falarmos sobre Tom Sturridge. Ele é Carlo Marx (que a representação de Kerouac para Allen Ginsberg) e eu acabei aprendendo algumas coisas legais e que não sabia sobre o seu envolvimento com o filme.
“Eu gostei muito do Tom e o motive é que ele parecia bem introspectivo e ele teve muito envolvimento por trás das câmeras. Eu não sei se ele tinha alguma coisa para filmar aqui em São Francisco, mas ele veio de qualquer maneira só para participar. Ele estava envolvido com muitas das idéias que eles criaram, porque muito do trabalho foi espontâneo. Claro que eles tinham o roteiro, mas eles improvisavam muitas coisas porque esse era o espírito que Walter queria capturar”. Com animação, ele complementa, “Essas pessoas realmente pesquisaram. Eles tiveram pressa porque de repente o dinheiro e o cronograma acabou. Parte da metodologia era espontânea, mas como você pode fazer On The Road sem espontaneidade?”
O tom da voz de Cimino mudou de novo quando ele contou um caso envolvendo Sturridge que o marcou. Quando eles se cruzaram no Vesuvio, Sturridge disse a ele, “Eu só quero que você saiba que se eu estou quieto hoje não é porque não estou animado por estar aqui. Eu só estou impressionado com tudo que tem acontecido. Eu sou um jovem ator que teve sorte de ser escolhido para um papel em particular, mas eu estou impressionado com a história e com as pessoas que conhecemos. Nós vamos conhecer Carolyn Cassady amanhã na festa. Nós conhecemos várias pessoas no acampamento; nós fomos ao seu museu e vimos mais pessoas. Nós vimos o que isso significa para tantas pessoas. E isso me deixa chocado e eu fico me beliscando para acreditar que sou Allen Ginsberg nesse filme.”
Eu também estou meio que impressionada ao ouvir como todo esse elenco e equipe, de forma coletiva, se dedicaram- não apenas ao material, mas ao nível de conhecimento que eles têm de que isso significa muito para muitos outros. Quando a nossa conversa começa a chegar ao fim, Cimino resume bem a metodologia para “On The Road”: “A maneira que eu amo como Hedlund se aproximou do papel e da maneira como Walter e todo mundo envolvido com o filme se aproximaram do projeto; eles respeitam a herança e a linhagem de tudo isso. Eles entendem o quanto isso significa para várias pessoas e entendem que essa é a visão deles de algo que é esperado por muitos há muito tempo. Eles entendem que é algo importante.”
Eu não poderia terminar esse artigo sem perguntar a Walter Salles a pergunta que seria o equivalente a ganhar o prêmio máximo numa máquina em Las Vegas. “Você pode falar, de maneira geral, como está On The Road na fase de pós-produção?”
“Nós acabamos de editar e de sonorizar em Paris. Ainda há alguns passos a fazer antes de o filme estar totalmente terminado (criar os títulos e créditos, voltar para 35mm, etc)”, Salles responde. “A companhia independente que produziu o filme, MK2, agora está trabalhando no site e no trailer. Sobre as datas de lançamento, elas costumam variar de país para país quando o filme é distribuído de forma independente.”
[Lembrando que aqui no Brasil a estreia está prevista para 08 de junho]
Eu não acerto todas as sequências de figuras da máquina e, mesmo não sabendo quando o filme vai ser lançado nos EUA, quando o trailer ou o site vão ser lançados, Salles é tão eloquente e pessoal em suas respostas que eu fico feliz com as informações que recebi. Mas tem mais da resposta de Salles. “No caso de Diários de Motocicleta, levou de seis a nove meses para o filme ser lançado depois de estar pronto. Ele foi lançado em janeiro no Sundance, e depois foi para Cannes. A Europa e a América Latina lançaram o filme antes do verão, enquanto a Focus, que comprou os direitos para os EUA, optou por lançar no outono.”
“Diários de Motocicleta” é o seu filme de 2004 indicado ao Oscar e, apesar de não querer começar rumores, acho que podemos considerar uma possível tendência de cronograma para a estreia de “On The Road”. Considerando o calendário de premiações, a época é ótima. Enquanto me pergunto se deveria ter insistido mais sobre datas, eu recebo notícias de Auréliano Tonet, o editor chefe da revista Trois Couleurs da MK2. Tonet me conta alguns detalhes animadores sobre a edição Beat especial que a revista está fazendo, que será lançada no meio de março. Os jornalistas viajaram para Paris, Brittany, California, Lowell, Nova York, Londres e Berlin para reunir as histórias mais vivas sobre a vida de Kerouac, e também sobre o seu trabalho e o seu legado na literatura, no cinema, na música, nas artes e na sociedade. Esperem uma edição com pelo menos 132 páginas; que também vai conter conteúdo exclusivo sobre o filme como entrevistas com o diretor, atores, produtores, designer do set, fotógrafo, roteirista, compositor etc. Nós também podemos esperar um presentinho especial: um portfólio de fotos tiradas por Walter Salles antes, durante e depois das filmagens. Os detalhes sobre a disponibilidade da revista nos EUA ainda estão sendo resolvidos e mais informações estarão disponíveis em breve.
Ao terminar esse artigo, não posso deixar de imaginar como Kerouac imaginou “On The Road” sendo transformado em filme. Onde quer que ele esteja, ele deve estar feliz porque a jornada “On The Road” é uma que não termina; ela continua e muito em breve vai chegar às telonas.
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